Sintomas de Covid-19: empresário de SP relata agonia com falta de ar e

22/05/2020

Economista Julio Viana, de 31 anos, testou positivo para o coronavírus em 17 de março e nove semana depois ainda sente calafrios, falta de ar e cansaço excessivo.

Dia 17 de março, quando o coronavírus ainda era novidade no Brasil, o economista Julio Viana, de 31 anos, teve febre, muita falta de ar e testou positivo para o coronavírus.

Os sintomas foram leves e ele não precisou ser hospitalizado. O problema é que, mais de dois meses depois de contrair o vírus, Julio diz que ainda sofre com calafrios, falta de ar e cansaço excessivo.

Nas duas primeiras semanas, ele conta que os sintomas foram iguais aos de outros pacientes com coronavírus: muita tosse seca, febre e falta de ar, além de cansaço.

"Eu achei que passaria logo: 'tô jovem, tô em casa, e, se der problema eu vou pro hospital'. Teve dois ou três dias que eu me senti mal, de sentir como se tivesse queimando o pulmão, uma sensação muito ruim. Mas ao longo dos dias foi passando essa sensação no pulmão e a tosse, e imaginei 'já tô melhorando'."

Julio decidiu, então, retomar — aos poucos — suas atividades. Cerca de um mês depois do diagnóstico, ele diz que se sentia bem e que resolveu retomar a corrida, exercício que costumava fazer antes de contrair o vírus, em um percurso de 5 km.

"Nesse dia que fui correr, eu me senti muito mal, achando que eu ia morrer — não de dor, mas de um negócio que suga sua energia completamente. Não é cansaço de gripe, de ficar mole e indisposto. É uma dormência no corpo, uma agonia. É difícil descrever a sensação", disse. "Na hora que isso aconteceu, fui ao médico e foi quando me disseram que poderia ser ansiedade."

O mal estar, no entanto, não acabou. Ele diz que continua a sentir calafrios, falta de ar e cansaço, mesmo sem fazer corridas. "A maior questão é que os sintomas são muito intermitentes. Teve uma vez que, num domingo, caminhei pelo bairro, não me senti mal, mas na segunda-feira eu estava muito cansado, não consegui nem andar direito. É imprevisível, vem do nada. Tem noite que tô bem, tem noite que tenho muito calafrio."

Semanas depois do resultado positivo, Julio fez outros dois testes que deram negativo para a presença de coronavírus, além de um exame que apontou inflamação no pulmão.

"Do lado psicológico, foram muitos altos e baixos. No começo, eu falei: 'é ansiedade, estamos vivendo numa pandemia'. Mas até nos momentos que eu tava muito bem psicologicamente, eu sentia os sintomas. Foi quando realmente comecei a pesquisar. Acho que tem muita coisa para se descobrir sobre a doença."

"Eu me senti muito mal emocionalmente quando comecei a perceber que ia demorar tanto tempo [para me recuperar], e porque eu achava que tinha algo de errado especificamente comigo por estar demorando tanto tempo."

A namorada de Julio também contraiu o coronavírus, mas não teve sintomas prolongados.

Ele, que mora em São Paulo, diz que tem contado com o apoio da empresa em que trabalha e dos superiores. "Meus gestores são super atenciosos e entendem completamente a situação. Eles entendem minha situação e estou trabalhando da forma que eu posso. Eu tenho esse privilégio de trabalhar em uma boa empresa e que me permite essa flexibilidade."

Ele diz que, no caso dele, os médicos já apontaram que os sintomas fazem parte da recuperação, mas diz que as pessoas "devem estar cientes de que os sintomas podem durar um bom tempo e é preciso respeitar os limites do corpo e enfrentar a situação com cautela".

Em quanto tempo devem passar os sintomas da Covid-19?

Coronavírus: quais os sintomas e quando devo procurar um médico?

A médica infectologista Juliana Lapa diz que pessoas com sintomas leves, em geral, ficam recuperadas em cerca de sete dias e pessoas que tiveram sintomas mais graves demoram de 14 a 21 dias, em geral, para se recuperarem.

Além disso, segundo ela, pessoas com imunossupressão e em tratamento para câncer, por exemplo, tendem a ter casos que levam mais tempo para passar.

Lapa, que é mestre em infectologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora na Universidade de Brasília (UnB), diz que é comum os pacientes sentirem fadiga (sem falta de ar) depois de um período de duas semanas do início da doença. Mas febre ou falta de ar, segundo ela, são motivos para voltar a procurar ajuda médica.

"A fadiga é comum depois das duas semanas. Ela é descrita em outras síndromes gripais. A fadiga não como falta de ar, mas como prostração, falta de energia. Mas se a pessoa voltar a ter febre, voltar a ter falta de ar ou coisas que ela considera atípicas, como uma dor de cabeça muito forte, deve procurar ajuda."

A médica alerta para o fato de que a falta de ar é sempre um sintoma que deve levar a pessoa procurar um médico, "independente do momento em que apareça". No entanto, ela também diz que é comum os pacientes passarem a prestar mais atenção aos sinais do corpo neste momento e que é preciso diferenciar o que é esperado e o que não é.

"É muito comum, depois de ter um quadro infeccioso, principalmente numa pandemia, a gente passar a ficar muito atento a todos os sintomas do nosso corpo e às vezes uma coisa que não nos chamava atenção passa a chamar. Por exemplo, uma falta de ar no contexto que a pessoa subiu escada, é natural, esperado. Mas a falta de ar numa pessoa sem fazer nenhum esforço, sempre deve chamar atenção."

A professora lembra que ainda não se sabe se um paciente que já teve Covid-19 pode contrair a doença novamente.

"Essa é a dúvida que todo mundo quer saber, mas não temos ainda essa resposta. Um estudo recente mostra que quem desenvolve o coronavírus a princípio desenvolve anticorpos, mas a gente não tem conhecimento se esses anticorpos são neutralizantes, ou seja, capazes de impedir que o vírus replique e impeça que a pessoa pegue de novo."

Segunda parcela do 13º do INSS começa a ser depositada na segunda

22/05/2020

Valores serão pagos até o dia 5 de junho, conforme calendário. Antecipação é uma das estratégias para o enfrentamento da pandemia de covid-19

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa, na próxima segunda-feira (25), a pagar a segunda parcela do 13º de aposentados e pensionistas. O depósito da segunda parte desse abono anual será realizado até o dia 5 de junho (veja a tabela abaixo), e é uma das medidas anunciadas pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

A estratégia foi antecipar a verba que normalmente chega aos pensionistas apenas no segundo semestre. No ano passado, os pagamentos aconteceram em setembro e novembro. Em 2020, a primeira parcela já foi paga entre o final de abril e o começo de maio.

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Para aqueles que recebem um salário mínimo, o depósito da segunda parcela será feito entre os dias 25 de maio e 5 de junho, de acordo com o número final do benefício, sem levar em conta o dígito verificador. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados entre 1º e 5 de junho.

Em todo o país, 35,8 milhões de pessoas receberam antecipação. A previsão do INSS é injetar na economia um total de R$ 71,5 bilhões. Desse total, 30,8 milhões de beneficiários receberão a segunda parcela do 13º, o equivalente a R$ 23,8 bilhões.

Entre os beneficiados estão:

- aposentados
- beneficiários do auxílio-doença
- beneficiários do auxílio-acidente
- beneficiários do auxílio-reclusão
- beneficiários da pensão por morte
- beneficiários de salário-maternidade

Aqueles que recebem benefícios assistenciais como o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e RMV (Renda Mensal Vitalícia) não têm direito ao abono anual.

Veja o calendário da segunda parcela:

Para quem ganha até um salário mínimo:

Final 1: 25/05
Final 2: 26/05
Final 3: 27/05
Final 4: 28/05
Final 5: 29/05
Final 6: 01/06
Final 7: 02/06
Final 8: 03/06
Final 9: 04/06
Final 0: 05/06

Para quem ganha mais de um salário mínimo:

Final 1 e 6: 01/06
Final 2 e 7: 02/06
Final 3 e 8: 03/06
Final 4 e 9: 04/06
Final 5 e 0: 05/06

Amigos criam Websérie inspirada em personagens reais da quarentena com celular

02/05/2020

Dois amigos de Santos, no litoral de São Paulo, criaram uma websérie inspirada em pessoas reais que vivenciam o período de quarentena motivado pelo coronavírus. 'In-Cômodo' retrata a vida de seis personagens, entre eles uma idosa que não quer cumprir o isolamento social e uma professora de ioga nada zen. A série é gravada com o celular e os episódios e pílulas são enviadas por meio de um grupo no WhatsApp.

Ao G1, o produtor Roberto Neto, um dos criadores do projeto, explicou que a ideia surgiu durante uma conversa com o amigo produtor audiovisual Nildo Ferreira. “A gente percebeu que tinha diversos artistas que estavam precisando participar de algum projeto e criar alguma coisa nesse período. Aí, pensamos em personagens como a idosa que não quer ficar em casa, uma pessoa paranoica que limpa a casa várias vezes por dia e o professor que tem que se virar para dar aula online”, afirma Roberto.

Com o projeto criado, eles pediram para alguns amigos gravarem as cenas e montaram os episódios. A trama retrata a vida de personagens que vivem no mesmo bairro e se conhecem de vista, ou até são amigos. São eles: um professor de Educação Física, uma aposentada que não quer ficar em casa, uma evangélica que participa de um culto clandestino, uma professora de ioga nada zen, um casal de músicos e uma paranoica, que acredita que o vírus é uma criação de extraterrestres.

“Isso faz com que eles interajam entre si, e nisso, as histórias acabam se cruzando”, comenta o produtor. Nessa primeira temporada, eles estão tentando enfrentar os dilemas de ficar em casa e sobreviver ao coronavírus. As cenas são montadas pelos dois amigos, que enviam para os participantes gravarem pelo celular, cada um da própria casa.

“A gente escreve as cenas de uma forma bem simples, porque tem que pensar que são pessoas que, às vezes, não tem aptidão com a câmera. Tem gente que não é ator por formação. Vamos dando toques de luz e enquadramento, e explicamos direitinho como a cena deve ser gravada”, aponta. O material é editado pelos dois amigos e enviado no grupo de WhatsApp.

“É um projeto que eu tenho gostado muito de fazer, porque tem movimentando bastante diversas áreas da minha vida e de quem está participando. É um processo de criação bem gostoso e leve, como tem que ser nessa época de quarentena. O nosso objetivo era fazer algo que a gente pudesse se divertir, criar e estar ativo artisticamente. Nós conseguimos”, finaliza Roberto.

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